quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


CONFÚCIO:  A  MERITOCRACIA   E  A  CLEPTOCRACIA...

As informações preliminares divulgadas pela imprensa de Rondônia, incluindo-se cópia de documentos produzidos pela Policia Federal, sobre atos de deputados e assessores do Governo e da Assembléia de Rondônia, caso venha a se confirmar, evidenciam, tristemente, a inépcia do governo do estado diante das ações administrativas de Confúcio.
Equivocadamente, ou intencionalmente, o chefe do executivo estadual usa seu blog para proferir uma série de verborragias, como se ele fosse a pessoa mais cândida do mundo. Ledo engano (pelo menos, prefiro crer que ele esteja enganado). Neste caso, o engano tem cheiro de óleo de peroba, pois quando foi aprovada a lei que trata exclusivamente dos atos administrativos e dos agentes públicos, Lei 8.429/92, o ex-deputado, ex-prefeito, ex-secretário de saúde, ex-médico, ex-puritano Confúcio Moura já estava na vida pública. Ele foi secretário de saúde de Rondônia em 1987 e 1988. Posteriormente, no ano 2.000, o atual governador exercia mandato em Brasília, quando foi aprovada a Lei 101/00, chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal.
De modo surpreendente, o governador de Rondônia, desde que tomou posse, passou a crer e defender a idéia de que ele está salvo de tudo sempre, que ele nada tem a ver com os atos de seus subordinados, mesmo aqueles que dormem em sua casa, esquecendo que as leis, incluindo-se as aprovadas por ele, como deputado, deixam clara a solidariedade dos atos administrativos, isto é, se o secretário comete ato de improbidade, seu chefe responde junto, responde solidariamente.
Querer jogar seus asseclas na boca dos leões sem piedade é uma atitude covarde, dissimulada e infiel. Ao nomear as pessoas, Confúcio esquece que elas representam o governo, representam oficialmente, e, por este motivo, em muitos casos, um ou outro secretário fala, oficialmente,  em nome do governo, ao participar de algum evento.
Entretanto, desde o começo do mandato, Confúcio publica opiniões em seu blog como se ele vivesse em um mundo e seus secretários em outro. Suas opiniões certamente devem incomodar seus asseclas, pois ele, todos dias, escreve que vai dar seis meses para que produzam alguma coisa útil. Aliás, já tem quase um ano que ele deu seis meses para a turma funcionar, publicou no blog que ninguém era eterno em cargos e que se não prestasse ele iria mudar. Tudo colóquio flácido para acalentar bovino!! Não mudou nada. Na SEDUC, por exemplo, ele apenas fez a substituição de um nome pelo outro, porém a postura é a mesma: inércia, lerdeza, arrogância, inépcia, entre outros substantivos e adjetivos cabíveis. A única coisa que mudou na Secretária de Educação é que o secretário que começou o mandato tinha formação universitária; o atual não tem nenhuma formação acadêmica e seu cargo mais importante no serviço público, antes de ser do primeiro escalão de Confúcio, foi de assessor de vereador na cidade de Vilhena... Claro que essa sinecura dada pelo governador deixou Júlio Olivar contente. O currículo para ser nomeado? Qualquer indigente pode ter: ser filiado ao partido de Confúcio. O comunista Júlio Olivar, ex-assessor de vereador no Sul do estado, filiou-se ao PMDB numa semana e na mesma semana foi nomeado secretário. Aos servidores o governador fala do tal projeto que ele chama de “meritocracia”, seria algo que o servidor somente poderia conquistar por mérito profissional, por formação técnica, nunca por ser do PMDB. Na saúde Confúcio também abriu mão da “meritocracia”: nomeou para ser Secretário-adjunto José batista, mentor intelectual das demissões  de aproximadamente 10.000 servidores públicos, cerca de 10 anos atrás. Como prêmio, Batista ganhou de Confúcio um cargo de luxo no “Governo da Cooperação”. Atualmente, o homem que participou das dez mil demissões é hospede de um dos presídios de Rondônia, mas não se surpreenda o leitor, se ele voltar ao cargo após sair da cadeia. Neste caso, não se pode afirmar se nosso governador usaria o critério da “meritocracia” ou da “cleptocracia”... A julgar pelos últimos acontecimentos, a segunda opção tem mais a ver com o governo.
Ao citar apenas duas secretarias, não o faço pelo fato de não haver problemas nas outras. Há, sim! E são muitos. Faço porque EDUCAÇÃO E SAÚDE eram as secretarias que Confúcio iria priorizar em seu governo. Se isto for prioridade, meus amigos, nem quero imaginar os problemas de outras secretarias. Nem vou citar aqui as duas secretarias onde as irmãs de Confúcio chefiam. Isso sim é priorizar. Priorizar a família dele, com duas secretarias. Do mesmo modo, não vou discutir a competência ou não das irmãs de Confúcio, mas a lei do nepotismo deveria ser lembrada pelo médico que prometeu moralizar as ações governamentais. A nomeação de suas irmãs para cargos de luxo em seu governo seria “meritocracia”?
Finalmente, esclareço que a epígrafe não representa necessariamente uma prática pessoal de Confúcio moura, mas sua permissividade, passividade e omissão são evidentes, diante dos fatos que acontecem em nosso estado atualmente no seu mandato. Bem que o governador poderia ser solidário aos seus secretários ou com seus secretários... Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES
Professor da Rede Estadual
xaviergomesgm@gmail.com

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