RONDÔNIA: A EDUCAÇÃO E OS CAMINHOS TRANSVERSAIS...
A região de Cacoal, Espigão do
Oeste e Ministro Andreazza parece ter encontrado o caminho para mudar, de forma
muito positiva, a situação da educação estadual nas escolas administradas pela
Coordenadoria Regional da SEDUC neste setor do estado. Claro que não se pode
mudar tudo, mas a tendência é que algo de positivo aconteça, visto que os
estudantes da região foram convocados para o debate. Antes de qualquer opinião
precipitada, quero antecipar que continuo sem acreditar no governo de Confúcio,
mas vejo esta iniciativa da CRE/Cacoal como algo que merece nosso respeito.
Sob a coordenação das professoras
Ana Paula e Celcy, os estudantes dos citados municípios foram convidados para
repensar a organização estudantil e a ativação ou reativação dos Grêmios
Estudantis das escolas públicas da rede estadual da região. Esta medida
seguramente irá proporcionar, de forma muito inteligente, a aproximação dos
estudantes com os administradores, deixando a clara possibilidade de solucionar
muitas questões sem precisar que nada seja imposto sem consulta à comunidade
escolar. Em reunião realizada neste dia 05 de setembro em Cacoal, ficou bem
evidente que haverá progresso nas ações, visto que tudo foi organizado e
democrático. E com a participação e o apoio da Coordenadora Regional.
A organização dos estudantes, com
certeza, vai mostrar aquilo que pode ser modificado, adaptado, reconstruído e
projetado pelos segmentos organizados da educação, sem fazer os gastos que
normalmente são feitos de modo desnecessário e sem consulta aos beneficiários:
os alunos e pais de alunos. Outra coisa que deve ser destacada no evento é que
havia uma diversidade considerável, onde foi possível constatar a participação
que se espera de um evento educacional, incluindo, com justiça, alunos
indígenas no debate, uma prova de respeito às diferenças e de integração de
idéias.
Possivelmente este evento somente
foi possível pelo fato de que seus organizadores ouviram opiniões, idéias e
sugestões, mesmo de pessoas que divergem do governo. Após ouvir todas as
opiniões, a coisa foi programada, objetivando que apenas fossem buscados
objetivos educacionais, sem promover quem quer que seja pessoalmente. Isto é
positivo e merece o respeito de todos que desejam e que lutam por uma educação
de qualidade e feita por quem pertence realmente ao setor.
Este fato positivo, porém, não
pode servir de pretexto para aceitarmos alguns fatos, entre eles a nomeação de
pessoas totalmente alheias ao setor educacional, para ocupar cargos na SEDUC.
Com certeza, apenas duas ou três pessoas, apenas, devem ter entendido por que o
governo colocou um contador para ser secretário de educação (adjunto), em
detrimento de milhares de professores com formação sólida na área. Não dá para
entender por que Confúcio Moura nunca nomeou um professor da rede estadual para
esta pasta, tendo inclusive colocado pessoas sem nenhuma formação. Isso depois
de dizer que a educação é uma prioridade.
Não é justo que uma região do
estado trate a educação com seriedade e com diálogo, enquanto o próprio governo
não toma medidas adequadas e que tenham a meta de mudar para melhor. Ninguém sabe de
onde o governo tira esses nomes que não contribuem em nada com seu governo,
relegando a segundo plano aqueles que
buscaram formação, que dedicaram parte de suas vidas fazendo cursos na área de
educação e que hoje são obrigados a ver amadores no comando da pasta. E Não
vale esse papo de dizer que fulana ou fulano é competente! Ninguém conhece um
ex-aluno de Isabel Luz, ninguém nunca viu Daniel Gláucio Gomes numa escola. Esse pessoal é competente em quê?
Eles podem ser gente boa, podem dizer tudo que o governo gosta de ouvir, podem
ser de Ariquemes, da cozinha do governador e tal, mas não se faz educação de
qualidade dessa forma. Esses improvisos somente terão uma coisa concreta:
provocar muito mais prejuízos na educação. Se o tal secretário-adjunto é bom em
tributos, deveria ser colocado na SEFIN ou cedido ao Ministério da Fazenda,
para fazer melhorar a arrecadação. Uma pessoa com todo esse gabarito fiscal e
tributário, propagandeado pelo governo, vai fazer o que na SEDUC?
O exemplo dado por Cacoal,
Espigão e Ministro Andreazza, de trazer os estudantes para debater o sistema de
ensino, de buscar caminhos novos, de promover o diálogo entre os diversos
segmentos da educação, deveria ser
seguido por Confúcio. E as pessoas que fazem isso acontecer são pessoas que o governo certamente descarta ,porque são
professores: Ana Paula é professora,
Celcy é professora, Fátima Gavioli é professora, os coordenadores das escolas
da região são professores, entre outros que tiveram participação determinante
no evento supracitado. Essas pessoas possuem muito mais capacidade de gerir a
educação do que os amadores que o governo coloca na SEDUC. Mas está claro que
para ser Secretário de Educação deste governo, não pode ser professor. Pode ser
tudo; menos professor!!
Vale salientar que os registros
sobre pessoas de Cacoal acontecem pelo fato de ser a região que trabalho, mas
há muita gente capacitada em outros municípios do estado, inclusive
Ariquemes, cidade de quase todos os
assessores de primeiro escalão do governo. Do mesmo modo, as opiniões expressas
aqui em momento algum têm o objetivo de atingir a pessoa da atual secretária e
seu adjunto, mas têm o objetivo de deixar claro que a educação deve ser feita
com pessoas da educação; que saúde deve ser feita com pessoas da saúde; que
estradas devem ser feitas com pessoas da engenheira e assim por diante...
Duvido que Confúcio Moura coloque Daniel Gláucio Gomes para fazer cirurgias no
João Paulo II... Duvideodó!!
Caso outras regiões do estado
consigam integrar ao debate os estudantes e os professores, de maneira
harmônica, aí podemos pensar que teremos melhores índices na educação de
Rondônia, e, neste caso, os secretários de outras profissões colocados na SEDUC
e os “mangabeiras-da-vida”, trazidos de muito longe, não farão nenhuma falta.
Mesmo que continuem sendo nomeados. Se isto, porém, não ocorrer, fica realmente
complicado pensar que o caminho para melhorar nossa educação terá solidez e
planejamento. Em uma coisa, entretanto, Rondônia ocupará sempre o topo da
lista: NINGUÉM GANHA DE NOSSO ESTADO, NO QUESITO NOMEAR AMADORES PARA CHEFIAR A
SEDUC...Tenho dito!
FRANCISCO XAVIER
GOMES
Eu concordo com vc, meu amigo. Mas em relação ao governo Cassol, a gestão do governador Confuso, com todos os problemas é melhor. Aliás, problemas que vieram também como herança de 8 anos de ditadura. Digo isso pq Cassol tinha outro estilo de governar: era uma ditadura disfarçada. Existem muitos erros no atual governo, e mais uma vez Guajará está pagando caro, mas depois de quase 10 anos com Cassol, o povo de Rondônia aprendeu a obedecer, a esperar e cumprir. Agora, chegou o momento de cooperar. E, eu....vou lutar com todas as minhas forças pra nao deixar Cassol voltar ao poder. Abração
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